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Diário de um Espetador

Um espaço dedicado ao comentário dos mais diversos espetáculos e eventos culturais, com destaque para as apresentações teatrais.

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“Jantar Para Um”, por Teatro Feiticeiro do Norte.

A obra “Jantar Para Um” é um curto sketch, de autoria do ator britânico, Lauri Wylie, em que uma anfitriã centenária celebra o seu aniversário na companhia do seu mordomo e de mais quatro convidados, que ilusoriamente estão presentes, visto que já faleceram. O mordomo, entra no jogo servindo-os, interpretando-os e deliciando-se dos 4 cálices e pratos. Como é de imaginar, os brindes de saúde sobem-lhe à cabeça e o seu comportamento é afetado a partir daí. A memória, a solidão e a problemática do acolhimento à população idosa são alguns dos temas presentes na peça.

Nesta adaptação do Teatro Feiticeiro do Norte, o espetáculo foi alongado com o incremento de textos de outros autores.

A sessão a que assisti, foi apresentada em contexto do Festival “Aqui Acolá ‘25”, patrocinado pela Câmara Municipal da Ponta do Sol.

Como já referido, o texto original é de autoria de Lauri Wylie e outros autores e conta com a encenação de Ricardo Neves-Neves.

Quero destacar o fantástico trabalho de caracterização, com a espetacular deformação da feição dos intérpretes, de responsabilidade Luís Baptista, mais o trabalho impecável, tanto de sequência de movimentos, como de consonância de efeitos sonoros ao longo de toda a apresentação. Este último ponto, levou a uma espécie de “cartoonização” da ação, que acredito ser uma opção muito interessante. Um trabalho interpretativo de Élvio Camacho e Paula Erra bastante pormenorizado, mais os efeitos sonoros e a ambiência sonora por Sara Silva Mendes e Alexandre Ferreira bem conseguidos. O profissionalismo é visível e é algo de se louvar!

Apesar de ter gostado do trabalho no seu geral, confesso que preferiria que os monólogos, principalmente dos convidados, fossem mais curtos. A certa altura, a viagem dos mesmos era tão longa, que a atenção saltava borda fora a meio do percurso, graças à grande diferença de ritmos entre os monólogos (algo mais pausados e reflexivos) e os momentos de ação em repetição (mais mecanizados e energéticos).

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