“CASEI-ME, SOCORRO!”, por JP Ramos e Sandra Ramos.
O casamento é um momento de grande mudança na vida das pessoas. Para uns serve como impulso para mudarem da casa dos pais para habitações próprias, para outros, a concretização de constituírem família… para o JP e a Sandra, serviu como estímulo para criaram um espetáculo de comédia sobre o assunto.
Apesar de apenas estarem casados há quatro meses, existiu um longo período de relacionamento até ao matrimónio, com vários momentos peculiares e hilários ao longo do caminho. Uma cronologia desde quando se conheceram até ao dia do espetáculo, passando pelos pedidos, as preparações, as despedidas de solteiro, a grande cerimónia e festa e, por fim, a Lua de Mel.
Não é a primeira vez que assisto aos espetáculos do JP Ramos. O primeiro que assisti, foi o “Sexo Oposto”, em 2017, que guardo boas recordações. Desde então, acompanho-o pontualmente na participação em eventos, algumas pequenas performances e nas redes sociais.
Quanto ao espetáculo, confesso que não foi dos meus favoritos, mas achei interessante o tema e a exploração do mesmo. Por outro lado, gostaria de ver mais a Sandra. Mesmo com as suas interações e provocações, poucas foram as vezes comunicadas com os espectadores, ou seja, sempre muito direcionadas para o JP. Na sessão em que assisti, partilhei com outros dois espetadores que, com uma gigantesca falta de educação e senso comum, interrompiam e interpelavam o JP e a Sandra. Apesar das inúmeras tentativas dos artistas em chamar à atenção para o comportamento e "jogo de cintura" dos mesmos em tentar controlar a situação, tornou-se algo bastante incómodo, para mim e para as restantes pessoas que estavam a assistir. Para aquela situação, a única solução era a expulsão dos indivíduos da sala de espetáculo.
Aproveito este momento para fazer uma chamada de atenção. Para aqueles que acham que o trabalho dos artistas de comédia é fácil e vão aos espetáculos com intuito de arruinar o trabalho do mesmo, proponho e convido-os a se colocarem no lugar do artista e experimentarem fazer o que ele faz, a ver se realmente é tão fácil como imaginam. O estudo e criação do roteiro, a presença em palco e o poder de cativar a atenção e as gargalhadas do público, são um compilado de características que poucos têm a capacidade. Além do mais, na minha consciência, pagar um bilhete para fazer figuras tristes, é o mesmo que ir a um restaurante, pedir a ementa do dia e, quando esta chega, atirar contra a parede, pagar e ir embora. Por outras palavras, não sacia e é só estúpido.