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Diário de um Espetador

Um espaço dedicado ao comentário dos mais diversos espetáculos e eventos culturais, com destaque para as apresentações teatrais.

Diário de um Espetador

Um espaço dedicado ao comentário dos mais diversos espetáculos e eventos culturais, com destaque para as apresentações teatrais.

“«Génesis», de Baruch Berliner”, por Orquestra Clássica da Madeira.

Poema sinfónico do compositor israelita Baruch Berliner, surge a partir do texto bíblico ‘Génesis’, unindo a componente interpretativa de um narrador, mais a potência melódica de uma orquestra. Esta junção leva os espetadores numa viagem atemporal.

Obra apresentada por orquestras em todo o mundo, chegou à Ilha da Madeira pela Orquestra Clássica da Madeira, dirigida pelo maestro convidado Luís Andrade. A narração esteve a cabo do ator Pedro Araújo Santos.

Uma experiência memorável que permitiu ao meu inconsciente viajar ao ritmo das sonoridades fascinantes do espetáculo.

“Amor Proibido”, por Laura Souza e Luis Rodrigo.

A paixão pelas novelas brasileiras. É inegável que esta indústria conquistou um sucesso astronómico , angariando seguidores pelo mundo fora até aos dias de hoje. Quem nunca imitou a sua personagem favorita da novela que assistia? A verdade, é que muitas vezes esse ato é a consequência da descoberta de um gosto pela representação. Gosto que muitas vezes é criticado por aqueles que nos rodeia por ser categorizado com “utópico”.

Em ‘Amor Proibido’, Luis Rodrigo, dramaturgo e encenador do projeto, apresenta-nos a perspetiva de Helena, interpretada por Laura Souza, empregada doméstica que procura realizar o sonho de ser uma atriz de novelas brasileiras. Nesse percurso, enfrenta o mundo difícil das oportunidades na área da representação. Até que ponto permanecerá a lutar pelo seu sonho?

Um espetáculo dinâmico, divertido e reflexivo. Para um primeiro projeto de autoria, considero que fizeram um bom trabalho. Gostei da implementação do trabalho com figuras animadas. Um texto que “brinca” de forma interessante entre o absurdo da situação da procura e preparação para os castings e a fragilidade da emoção humana para com as respostas desse mundo complicado.

“Tudo o que fiz…”, por Laura Aguilar (Projeto Impulso 2024).

Laura Aguilar foi a selecionada para criar um espetáculo teatral, pelo ‘Projeto Impulso’, patrocinado pela Câmara Municipal do Funchal.

O ‘Projeto Impulso’, como o próprio nome indica, tem como objetivo “impulsionar” o trabalho de jovens artistas, desafiando-os a criarem projetos em nome próprio.

As ligações humanas são algo bastante complexo de analisar. Se quisermos aumentar o grau de dificuldade, focamo-nos em ligações afetivas entre pais e filhos. A relação entre Mãe-Filha é o tema principal deste espetáculo. Quais são as concordâncias, cedências, pensamentos, sacrifícios? Como é feita a manutenção desta relação? Até que ponto é possível "esticar a corda"?

Desafiada a encenar esta ideia, acredito que a Laura Aguilar teve a capacidade de lapidar este diamante bruto. Gostei do jogo cénico entre Personagem-Vídeo. As parcerias de construção textual pelo Pedro Araújo Santos e a criação audiovisual pelos Glitch Visuals Artists, aromatizaram este trabalho. Ideia e conceção interessantes.

“Encontros”, por Simão Duarte (Projeto Impulso 2024).

Como um bom amante da cultura e das tradições madeirenses, não poderia faltar ao concerto do músico Simão Duarte, patrocinado pelo ‘Projeto Impulso’, da Câmara Municipal do Funchal.

O ‘Projeto Impulso’, como o próprio nome indica, tem como objetivo “impulsionar” o trabalho de jovens artistas, desafiando-os a criarem projetos em nome próprio.

Como selecionado na área da Música, Simão Duarte apresentou um leque de músicas e canções da sua autoria que cruzam o folclore madeirense e o folclore estoniano (país e cultura que conviveu após um ano de programa Erasmus+).

A mistura dos ritmos, a diversidade de instrumentos e a energia em palco, não só do próprio, mas também da sua banda, resultou num espetáculo bastante agradável.

A procura da renovação e preservação da identidade musical madeirense.

“«Happy Hour», de Jean-Pierre Martinez”, por Teatro do Avesso.

Abrem-se as portas do bar… é Happy Hour! O sinal foi emitido, agora, TUDO PODE ACONTECER!

Este sítio é o local de eleição para primeiros encontros marcados em redes sociais. “O que os olhos não veem, o coração não sente”, não é o que dizem? O que não comentam é que com alguns cocktails no sangue, as sensações ficam à flor da pele, os instintos sexuais vêm ao de cima e por consequência, os momentos cómicos surgem naturalmente.

Uma adaptação feita por João Paulo Gouveia e João Pedro Ramos, a partir do texto original de Jean-Pierre Martinez, com tradução de Maurícia Gabriel. Já a encenação foi levada a cabo por João Paulo Gouveia e João Pedro Ramos, que também integram a ficha de intérpretes.

A junção de um texto dinâmico, divertido e crítico, mais uma interpretação cativante e energética, só poderia resultar na satisfação do público, que é visível, para com este trabalho. Já não é a primeira produção que junta este elenco e a cumplicidade entre eles em palco é “oleada”. O controlo da tensão e dos tempos cómicos ajudou com que alcançassem este resultado.

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