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Diário de um Espetador

Um espaço dedicado ao comentário dos mais diversos espetáculos e eventos culturais, com destaque para as apresentações teatrais.

Diário de um Espetador

Um espaço dedicado ao comentário dos mais diversos espetáculos e eventos culturais, com destaque para as apresentações teatrais.

“Camoniana”, por Eu.Experimento.

Em celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa e dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, o Grupo Amador de Teatro Português, Eu.Experimento, que pertence ao Camões – Centro Cultural Português, em Vigo, Espanha, apresentou, soube direção de Afonso Becerra de Becerrá, alguns excertos da grande obra, "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões. Com destaque para o tema do amor, fica a questão no ar. O que é o amor? O que é o amor na visão de Camões?

Achei bastante interessante escutar estas palavras tão portuguesas serem declamadas com pronuncia galega. Destaco uma conversa póstuma com a Prof. Dr.ª Isabel Morán Cabanas, que explicava a história de Luís de Camões e a sua obra. Um momento de troca muito interessante.

“Narração Oral - Repertório Folclórico de Mozambique”, por Neumidio Napaho e Percia Nhassengo (MZ).

Apesar de a história de Portugal e Moçambique ser muito forte, várias tradições e costumes, não são partilhados (ou até são, mas com uma percentagem muito baixa e divulgação quase inexistente).

Felizmente, tive o prazer de escutar contos do folclore moçambiquenho, contadas pelo Neumidio Napaho e pela Percia Nhassengo. Num ato de partilha cultural, além das histórias, transmitiam tradições do seu país que contrastam com o modo de vida europeu.

Encantei-me com o facto de estes contos serem baseadas, na sua maioria com protagonistas animais (leão, crocodilo, gazela, entre outros) e como carregam histórias, por vezes curtas, profundas e que permitem várias reflexões dos problemas abordados. Uma forma diferente de abordar os problemas sociais.

 

IMG_1035.jpg

 

 

“Dance Comes Out of Time”, por Oguri (JAP).

Do mestre coreógrafo japonês, Oguri, “Dance Comes Out of Time”, é um espetáculo de dança Butoh.

É a primeira vez que assisti a um espetáculo deste género de dança. Fiquei impressionado com a técnica do mestre Oguri e do seu incrível domínio corporal. Cada leve movimento, combinava numa sequência extremamente expressiva e fixante para o espetador.

O foco concentrava-se na apreciação do controlo corporal, na fluidez dos movimentos e na expressividade do conjunto. Uma descoberta que me encantou.

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