Um espetáculo abstrato alicerçado à reflexão das radiografias com um paralelismo ao futuro incerto e sem clareza da Humanidade.
O artista João Reis ficou responsável com a encenação e interpretação, já Nuno Aroso pela composição e interpretação musical.
Um projeto com elementos experimentais cativantes, como por exemplo as experiências sonoras e os elementos visuais (luzes e projeções).
Para além disso, não consegui tirar nada de concreto do que vivenciei. Neste momento, muitas dúvidas ainda pairam pela minha cabeça, mas neste caso, pelo lado negativo. O experimentalismo foi tanto que, o "passar da mensagem do espetáculo" ficou perdido num vácuo.
A partir da história ficcionada de uma família disfuncional, As Bacantes, procuram exteriorizar o CAOS que, para além desta família, todos nós já tivemos esses pensamentos de libertação. As ALMAS, como são caracterizados, exprimem-se num espaço de união - ÁGAPE.
Este espetáculo teve como responsáveis pelo texto Rafaela Miranda e Orfeu Marques, com encenação de Rafaela Miranda.
Destaco a iniciativa louvável. Obtendo um contacto privilegiado com este grupo, posso confirmar a dedicação de todos para com o projeto e parabenizar a sua iniciativa e concretização. Considero uma ideia atrativa, no entanto, a sua concretização causou-me várias dúvidas. Notei falta de clareza com a linha dramatúrgica.
Realço que este foi o primeiro espetáculo do grupo.
Uma pergunta simples que à partida todos saberão responder, contudo, cada vez mais, somos confrontados com o seu oposto.
Como explicar este conceito a uma criança?
Assente neste desafio, Joana Providência, com suporte textual de Isabel Minhós Martins, cria um espetáculo para todas as idades que coloca várias questões sobre o tema, com objetivo de nos questionar sobre a nossa noção de Justiça. Ao mesmo tempo aborda tópicos como, a escolha, a diversidade, a igualdade e a liberdade.
Um projeto que me fez, não só analisar a minha consciência sobre o mote, mas também pelo método de criação. Uma construção para a infância a partir de uma ideia, não de uma história fictícia.
Dois aspetos que quero realçar são, a incorporação da Língua Gestual Portuguesa ao longo de toda a apresentação (realizada pelas próprias intérpretes) e o momento de discussão após o espetáculo, possibilitando um espaço de troca de ideias e reflexões sobre aquilo que tinha sido apresentado. Um método pedagógico para todas as idades (algo notável).
A violência, o medo e a extorsão são alguns dos indutores que impulsionam certas pessoas ou grupos sociais ao estatuto de PODER. Bertold Brecht, já na sua época, observava estas questões e criava os seus textos como modo a exposição destes perigos, abrindo meios de reflexão para com o seu público. Em “A Ascensão de Arturo Ui”, cria paralelismo entre a ascensão de Hitler ao poder político na Alemanha, com os confrontos de gangsters nos Estados Unidos da América, com maior destaque para o domínio de Al Capone.
A companhia Teatro Didascália, apresenta-nos a sua reflexão, concebendo um ponto de ligação com o que está a acontecer nos nossos dias. A frieza do mundo capitalista, o crescimento de movimentos políticos extremistas, os jogos de manipulação, entre outros pontos.
Este projeto teve como responsável pela tradução José Maria Vieira Mendes, sendo a dramaturgia e encenação entregues nas mãos de Bruno Martins, com assistência de encenação de Cláudia Berkeley.
Um texto que me criou muitas dúvidas, mas positivas. Que perigos andam por aí? Estou eu a ser cúmplice sem ter consciência disso? Como posso ajudar a conter esse crescimento?
Achei bastante interessante a opção de cenário com conotação industrial.
Um Café, é um local encontro, tanto de pessoas, como de ideias. Em modo cabaret, retendo todas as suas caraterísticas de “grande espetáculo”, Matéi Visniec, dramaturgo franco-romeno, constrói um texto recheado de crítica, referente a problemas políticos e sociais muito presentes na nossa sociedade.
Este projeto teve como responsável pela encenação, o próprio, Matéi Visniec. Quebrando a sequência, este espetáculo não me agradou de todo.
O método utilizado para a concretização das cenas, a "performance", não me cativou. Gostei da componente plástica, do conteúdo textual e de alguns jogos de cena, contudo a energia da interpretação ficou aquém. Em mais do que um momento, essa falta de energia levou-me a perder o interesse por aquilo que estava a acontecer em palco.